Á tua escolha

sábado, 1 de junho de 2013

tu sabes que vais sentir falta dela. mas sabes o porquê? porque ela consegue ver o teu interior. porque no meio de um beijo, ela vai rir-se de uma coisa mínima e tu vais achar-lhe piada. porque ela vai fazer loucuras por ti, e tu nunca saberás, ela não gosta de méritos, ela gosta de saber que fez o que pôde. mas ela não vai chorar, porque diz que chorar é para fracos, e ela não é fraca, é apaixonada. ela vai magoar-se com atitudes tuas, e a reacção dela vai ser um sorriso, pelo que ela sabia que ia acontecer, acontecer. porque tu quando estás com ela, estás bem. em todas as bocas que mandares, ela vai ter resposta para ti, e se não disser vai pensar, porque guarda sempre o melhor para ela. e tu vais sentir falta de cada pormenor, e sabes o que te vai custar? não a encontrares.

quarta-feira, 20 de março de 2013

 
só tu sabes o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo para ti, a ir embora. só tu sabes a falta que ela te faz e o quanto tu precisavas dela neste momento. só tu sabes o que é tentar ser a melhor pessoa do mundo para alguém que te trata como a pior delas. só tu sabes o que vai custar seguir em frente e deixá-la para trás. mas não te culpes, nem te rebaixes, existem coisas que simplesmente têm que acontecer, e tu tens que estar preparada para tudo o que vier, como sempre estiveste. será apenas mais um dos obstáculos que tu já estás habituada a ultrapassar. tem paciência e espera. numa hora passa. num dia melhora. pode parecer que não, mas quero que tenhas a certeza de que sempre haverá uma luz no fim do túnel. um dia nós superamos. não disse a palavra ‘esquecer’, eu disse a palavra ‘superar’. até onde eu entendo das palavras, esquecer seria radical demais para deixar para lá tudo o que te fez bem. já superar, seria acostumares-te com a saudade que sufoca, e evitar ao máximo chorar por algo que não volta. ou qualquer coisa assim, que te conforte. entra numa tentativa de esqueceres o que um dia ela significou para ti. e por favor, não percas o equilíbrio, mesmo ao saberes que inúmeras forças querem que tu caias.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

e se a olhasses bem no fundo dos seus olhos, descobririas histórias que ela nunca quis contar.

domingo, 27 de maio de 2012

Eu ainda era uma criança quando te conheci, ainda ria às gargalhadas pela rua como uma louca, ainda elogiava um rapaz até ele se cansar, ainda dizia alguns argumentos sem pés nem cabeça, era excessiva, um pouco irracional, tudo me deitava a baixo e uma simples coisa me deixava alegre como nunca. Mas o teu comportamento comigo mudou-me, a tua frieza, arrogância, tornou-me num espelho teu, mudei porque chega a um ponto em que as pessoas cansam-se de ser sempre o saco de boxe, aprendem a ser mais fortes, e são obrigadas a crescer mais cedo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

sabes eu tenho saudades tuas, saudades tuas, do que nós passávamos, dos nossos hábitos, dos passeios, das tuas palavras, das minhas brincadeiras e da nossa vida, a vida que tínhamos em comum. lembraste de quando me apoiava em ti no muro lá perto de casa? dava-te a mão e pedia para não a largares nunca. tu sorrias e sempre que eu me desequilibrasse, por ter reparado em alguém que falara, ou num pássaro que sumira entre as sombras, tu pegavas em mim e no teu colo giravas-me, aí com o vento a ir contra os meus cabelos eu olhava-te nos olhos e dava enormes gargalhadas. outras vezes sentávamo-nos na relva á procura daquelas borboletas coloridas que eu tanto gostava, aquelas com imensas cores que nos arriscávamos a contar, quando víamos uma rastejávamos pelo chão lentamente tentando provocar o mínimo de movimento possível, por alguma razão a borboleta levantara voo e com a maior das pressas corríamos ao encontro dela, quando desistíamos de procurar algo que talvez já nem sequer se encontrava lá, caímos no chão exaustos e tu rebolavas até mim. contemplada, observava atentamente cada tatuagem tua, cada traço, cada forma, e aí o tempo passava sem eu dar conta.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

acho uma gigantesca graça ao facto de eu ser permanentemente a vilã da história (:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

quando era pequenina queria crescer, hoje sou crescida e não quero viver.
quando era pequenina tinha medo do escuro, hoje sou crescida e tenho medo do futuro.
quando era pequenina sonhava ao céu voar, hoje sou crescida e sonho em lá ir parar.